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Frio e dor nas articulações: por que o movimento se torna ainda mais importante no outono
Publicado em 17/03/2026 10:53
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A chegada do outono, no dia 21 de março, traz queda das temperaturas em várias regiões do Brasil. Com isso, muitas pessoas sentem o aumento nas dores articulares, rigidez muscular e dificuldade de movimento. Esse cenário é mais frequente em pacientes que convivem com doenças como osteoporose, artrose e reumatismo. "São condições que comprometem diretamente a qualidade de vida", afirma a fisioterapeuta Ariane Rocha, da Hapvida. 

 

O Ministério da Saúde estima que cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de doença reumática. Em geral, são pessoas acima de 50 anos. Já os casos entre os jovens ocorrem em função da obesidade ou atividades profissionais. 

 

"O frio tende a provocar maior contração muscular, redução da circulação periférica e aumento da rigidez articular. Parece que a articulação está travada. Isso pode intensificar processos inflamatórios já existentes", afirma a fisioterapeuta. 

 

Reduzir o movimento é um erro comum nesta época. "Corpo mais tempo em repouso diminui a mobilidade articular, enfraquece os músculos e piora a rigidez, o que pode intensificar os sintomas das doenças osteoarticulares", conta Ariane. 

 

Por outro lado, o corpo em movimento preserva a saúde das articulações. "Exercícios orientados, fisioterapia, pilates e atividades físicas de baixo impacto ajudam a manter a mobilidade e reduzem as dores", relata a fisioterapeuta. 

 

A sensação de sede também parece diminuir com o frio. Porém, a água contribui na lubrificação articular e no metabolismo corporal. "Mesmo sem sede, é fundamental o consumo regular de água ao longo do dia", recomenda a especialista. 

 

Os cuidados começam pela manhã. Antes de iniciar as atividades do dia, são recomendados movimentos leves, como girar os ombros, movimentar o pescoço e flexionar joelhos e tornozelos. Caminhadas curtas ao longo do dia, de 10 a 20 minutos, também contribuem na mobilidade. 

 

Ariane lembra que os cuidados de hoje refletirão positivamente no futuro. "Quanto mais cedo cuidarmos das articulações, maiores serão as chances de manter autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos", afirma a fisioterapeuta. 

 

Já nos casos em que há dor, o mais correto é buscar auxílio de médicos, fisioterapeutas ou demais profissionais da saúde.

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